O 1º Tratado Internacional de Paz da História da Humanidade

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Em 1269 a.C., no 21.º ano do reinado de Ramsés II (entre  1290 a 1224 a.C.), foi assinado o 1º Tratado de Paz da História da humanidade. O Tratado de Paz entre o Egito de Ramsés II e O Grande e o Rei Hwatsulli III dos Hititas.

Depois disso, pacifistas , mestres, gurus, vieram e foram…uma infinidade de indicações para o Prêmio Nobel da Paz… e há mais de 2000 anos o Humilde Rabi da Galiléia veio ensinar o Amor como o Caminho para Paz…interna e externa…

Mas alguns insistem na dissonância, inveja, competição, trapaça…

Fica a dica:  Da próxima vez que sentir inveja de alguém seja por suas posses, conhecimento, realização pessoal ou espiritual…Inveja também a cruz que essa pessoa carregou para chegar onde chegou.
Que pena agirem assim! Estão perdendo a oportunidade da lição e da co-criação de uma realidade melhor para todos…e não apenas a realidade do seu próprio umbigo. 

É bom Lembrar que Ele, Jesus não foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, a Paz não era um discurso ou um desejo a ser alcançado… A Paz era uma frequência que reverberava a partir do Coração DELE…E ele sabia que Campos Informativos que trazem o discurso  e etiqueta de  de “Uni” geram “Pluri”,  “Paz” geram “Conflito” aqui no campo da dualidade, causando mais separatividade… Toda intenção de Luz, gera Sombra… qualquer bom estudioso de Jung sabe disso…Então Ele, Jesus, com acesso ao Campo da Consciência Infinita, implantou neste planetas e na humanidade o Código do Amor…

Quanto ao 1 º Tratado Internacional de Paz da História da Humanidade,  segue abaixo para reflexão.

O  texto está dividido em cinco partes.

A introdução fala da chegada dos mensageiros hititas e relembra as guerras e tratados anteriores entre os dois países, afirmando que os dois soberanos atuais desejavam a paz.

“Um mensageiro real chega trazendo uma tabuleta de prata que lhe dera o grande chefe de Khéta, Hattousil, para que fosse entregue ao faraó Vida-Saúde-Força, a fim de implorar a paz junto à Majestade do Rei do Alto e do Baixo Egito, Usermaatre-setepenre, o filho de Rá, Ramsés-amado-de-Amon, dotado de vida para a eternidade e infinita duração, como seu pai Rá, cada dia.
De agora em diante e por toda a eternidade as relações do grande príncipe do Egito com o grande chefe de Khéta serão tais que o deus suspendeu a hostilidade entre eles por meio de um tratado. Mas na época de Mouwattali, o grande chefe de Khéta, meu irmão, ele combateu contra Ramsés, o grande príncipe do Egito. Portanto, de agora em diante, a partir de hoje, Hattousil, o grande chefe de Khéta, está ligado por um tratado para estabelecer relações duráveis que Rá e Seth instituíram para o país do Egito com o país de Khéta, para não mais permitir que as hostilidades nasçam entre eles e assim, para sempre.”

A segunda parte contém garantias mútuas de não agressão.

“O grande chefe de Khéta não entrará no país do Egito — até a eternidade — para pilhar o que quer que seja. Do mesmo modo, Ramsés, o grande príncipe do Egito, não entrará no país de Khéta para pilhar o que quer que seja — até a eternidade.
É preciso que se entenda que as palavras acima não estavam se referindo às terras do Vale do Nilo, nem às terras hititas da Anatólia, mas sim aos territórios disputados na Palestina e na Síria. O tratado, entretanto, não estabelece fronteiras entre as pretensões egípcias e as hititas, talvez porque já houvesse um limite reconhecido pelos dois países.”

A terceira parte do acordo estipula uma aliança defensiva contra um inimigo externo que viesse a ameaçar as possessões de ambos e, também, contra rebeliões locais em qualquer dos espaços dominados.

“Se um outro inimigo voltar-se contra o país de Ramsés, o grande príncipe do Egito, e ele disser ao grande chefe de Khéta: “Venha em meu socorro contra ele!”, o grande chefe de Khéta virá e o grande chefe de Khéta vencerá esse inimigo. Mas se não for da vontade do grande chefe de Khéta vir ele mesmo, enviará sua infantaria e seus carros de combate e vencerá o inimigo.
Ou então, se Ramsés-amado-de-Amon estiver encolerizado contra súditos que lhe pertençam e que tenham cometido contra ele algum outro delito, ele partirá para massacrá-los. Então o grande chefe de Khéta agirá de acordo com ele para abater aquele, quem quer que seja, contra quem eles devem se irritar.”

A quarta parte do pacto trata da extradição de refugiados políticos, sejam eles de alta estirpe ou cidadãos comuns.

“Se homens do país de Ramsés, o grande príncipe do Egito, se refugiarem junto ao grande chefe de Khéta, este não os receberá e fará com que sejam enviados de volta à Usermaatre-setepenre, o grande príncipe do Egito.
Ou ainda, se um homem ou dois homens, que não sejam conhecidos, fugirem do país do Egito para o país de Khéta, para tornarem-se súditos de um outro, não lhes será permitido que se instalem no país de Khéta e eles serão enviados de volta a Ramsés-amado-de-Amon, o grande príncipe do Egito.
Ou então, se um homem ou dois homens, que não sejam conhecidos, fugirem e se refugiarem no país do Egito, para tornarem-se súditos de um outro, Usermaatre-setepenre, o grande príncipe do Egito, não lhes permitirá que se instalem e providenciará para que sejam mandados de volta para o grande chefe de Khéta.
A pessoa deportada teria que ser tratada com humanidade na pátria para a qual era devolvida. Nenhum crime poderia ser cometido contra ela, ou seja, não poderia ser morta ou mutilada, nem ser privada da própria família e de sua moradia. Havia já, portanto, um código de direito internacional: a pessoa e os bens do refugiado estavam protegidos, ainda que ele não mantivesse seus cargos e privilégios anteriores.”
A quinta e última parte do tratado seguia o mesmo modelo dos demais documentos legais antigos, ou seja, continha os nomes das testemunhas do acordo, as quais, nesse caso, eram divindades.”

“E quanto a estas palavras do contrato que firma o grande chefe de Khéta com Ramsés-amado-de-Amon, o grande príncipe do Egito, elas estão escritas sobre esta tabuleta de prata. Para estas palavras, um milhão de divindades dentre os deuses e deusas — daqueles das terras de Khéta — e um milhão de divindades dentre os deuses e deusas— daqueles das terras do Egito — estão comigo na qualidade de testemunhas destas palavras.
As palavras que estão sobre esta tabuleta de prata valem para o país de Khéta e para o país do Egito.
Aquele que não observar estas palavras, um milhão de deuses das terras de Khéta e um milhão de deuses das terras do Egito destruirão sua casa, seu país e seus súditos.
Quanto àquele que observar as palavras que estão sobre esta tabuleta de prata, seja ele de Khéta ou do Egito, e que não as negligenciar, um milhão de deuses das terras de Khéta e um milhão de deuses das terras do Egito farão com que ele seja próspero e farão com que ele viva com o conjunto dos que moram em sua casa, com seus filhos, com seus súditos.”

A seguir vem uma nominata dos deuses, encabeçada pelos deuses do Sol e da tormenta e encerrando-se com os deuses masculinos, os deuses femininos, as montanhas, os rios da terra do Egito, o céu, o solo, o grande mar, os ventos e as nuvens. Tendo os dois reis jurado solenemente diante de tão seleta plateia.

Isso tudo em 1269 antes da Era Cristã.

Para falar de Paz é preciso estudar História! Para propagar a  paz, é preciso SER PAZ, VIBRAR PAZ, REVERBERAR PAZ… A Paz não precisa de defensores ou advogados…A Paz é um Estado de Consciência…

E é  bom Lembrar que o Pacifista Autêntico,  assim como a Compaixão, não são idiotas!

Por um mundo com mais autenticidade e coração!

E mais uma vez citando o Mestre Jesus: “Não sejam hipócritas, o que vocês não amam, não o façam!”

Eu Sou o Outro Você!

 

 

 

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